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Futebol

09/07/2011 - 12h00 / Atualizada 09/07/2011 - 17h33

Goleiras baixinhas sofrem no Mundial e turbinam média de gols

Marcio Monteiro
Em São Paulo

Biologicamente, homens sempre foram mais altos que as mulheres. Uma discussão que vem gerando polêmica neste Mundial feminino disputado na Alemanha é a altura das goleiras, em média, bem menor que a do futebol masculino. Nesta Copa de 2011, alguns gols saíram devido ao baixo tamanho das goleiras, o que fez as redes balançarem bastante na competição.

Na primeira fase, foram feitos 60 gols em 24 jogos, uma média de 2,5 por partida, maior que a das duas últimas Copas do Mundo masculinas. Em 2010 foi de 2,26 e em 2006 de 2,29. Neste Mundial feminino apenas um jogo - entre Coreia do Norte e Colômbia, com as duas equipes já eliminadas – terminou com placar inalterado.  

A MENOR E A MAIOR DO MUNDIAL 2011

A colombiana Yineth Varon é a menor goleira da Copa. Com apenas 1,62m não foi a titular de sua seleção (foi reserva de Sepulveda, que tem 1,65m) e ainda foi suspensa provisoriamente pela Fifa após ser flagrada em exame antidoping após o jogo de estreia da Colômbia.
A 'gigante' do Mundial é Casey Dumont, reserva da seleção australiana. Apesar de ser a mais alta entre as goleiras, é a terceira de sua equipe, atrás de Melissa Barbieri (1,68m) e Lydia Williams (1,75m), que já atuaram na competição.
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A média de altura das goleiras do Mundial da Alemanha é de 1,72m. Já na Série A do Campeonato Brasileiro é de 1,90m, sendo que o goleiro Márcio, do Atlético-GO, é o mais baixo, com 1,84m. A ‘gigante’ entre as mulheres é Casey Dumont, da Austrália, com 1,85m. A menor impressiona: a colombiana Yineth Varon mede apenas 1,62m.

Assim como em outros esportes coletivos, surge a questão do porque não se adaptam certas medidas do futebol quando for disputado por mulheres, no caso, o tamanho do gol. Ele mede 2m44 de altura, por 7,32m de largura. No vôlei, por exemplo, a rede é mais baixa cerca de 20 cm para o feminino (2,43m para equipes masculinas e de 2,24m para equipes femininas). No basquete e handebol, as bolas são menores do que nas partidas entre os homens.

Até mesmo o beisebol teve suas adaptações para o sexo oposto. O softbol é disputado entre as mulheres com praticamente as mesmas regras, mas com o tamanho das bolas maiores, e dimensões do campo e o tempo de jogo menores.

A Colômbia lidera a média das mais baixas do Mundial, com 1,65m. As mais altas são as inglesas, com média de altura de 1,77m. Entre as brasileiras, o número é até alto para o padrão, de 1,74m. A titular Andreia analisou a questão. “Desde os treinos na Granja Comary nós temos trabalhado muito a questão dos cruzamentos, já que eu tenho 1,72m, e tento explorar bastante a minha impulsão. Aqui, eu procuro não ver os erros das outras goleiras, porque um dia pode ser eu quem vai errar, mas prefiro ver as defesas que elas fazem”.

O preparador de goleiras da seleção, Ricardo Navarro, explicou como é feito o trabalho específico para a posição. “Nós temos feito muitos trabalhos focados nessa questão da altura das nossas goleiras e usamos técnicas de perimetria, exercícios com medicine ball, entre outros”.

VEJA AS COMPARAÇÕES DE TAMANHOS ENTRE AS GOLEIRAS E OS GOLEIROS

Já a capitã da seleção brasileira, Aline Pellegrino, em entrevista ao UOL Esporte, disse que toda essa discussão é uma ‘baboseira’. “A gente ouve sobre diminuir a trave ou ter uma bola de um jeito, mas para quem está aqui acompanhando vê que isso é baboseira. A menina pega a bola e põe onde quer, a goleira tem condição de fazer a defesa nessa trave. Às vezes é ruim, fala um, fala outro, e eu acho que é a maior baboseira mudar trave, dimensão de campo, colocar bola leve”.

Muitos ‘golaços’ e diversos gols de falta ocorreram na primeira fase do Mundial porque as goleiras não têm tamanho suficiente para chegar na bola e praticar a defesa. O UOL selecionou alguns desses gols. Assista e tire suas próprias conclusões.

Colaborou Thales Calipo